A agência norte-americana ARPA-H anunciou equipes para desenvolver ferramentas de IA voltadas à identificação e ao tratamento de doenças raras. O programa reunirá dados clínicos, genômicos e relatos de pacientes para reduzir o tempo até o diagnóstico e melhorar o recrutamento para estudos clínicos.
Pesquisadores da Johns Hopkins testaram sensores no peito e no dedo combinados a um modelo de aprendizado profundo para produzir leituras contínuas de pressão arterial. Em uma avaliação inicial com 28 pacientes de UTI, o sistema se aproximou das medições de cateteres arteriais, que são invasivos e podem causar complicações.
A Cleveland Clinic está avaliando, em estudo clínico, uma ferramenta de IA que analisa imagens de ressonância magnética para apontar áreas suspeitas de câncer de próstata. A tecnologia pode agilizar a interpretação dos exames, estimar o risco de tumor e ajudar a orientar biópsias.
A OMS Europa divulgou recomendações elaboradas com especialistas de 105 países e defendeu que sistemas de saúde só avancem com IA quando houver capacidade real de governá-la. O grupo apontou problemas como dados enviesados, responsabilidades pouco claras, baixa alfabetização em IA e necessidade de participação de pacientes e profissionais.
O American College of Physicians publicou um posicionamento sobre IA médica baseado em racionalidade, autonomia profissional e competência. O texto defende que a tecnologia apoie — e não substitua — o julgamento clínico e a relação entre médico e paciente.
Um artigo da Frontiers in Science argumenta que a IA pode ajudar a deslocar a medicina do tratamento de doenças para sua previsão e prevenção. Os autores alertam, porém, que desempenho técnico não basta: são necessários estudos clínicos, integração aos serviços, dados representativos e acompanhamento após a implantação.
Pesquisadores apresentaram uma ferramenta de IA capaz de usar eletrocardiogramas rotineiros para apontar indícios de insuficiência cardíaca e doenças das válvulas. Em estudo com 67 mil pacientes nos Estados Unidos, o sistema identificou até 81% dos casos de insuficiência cardíaca e até 90% dos casos de doença valvar, mas não substitui o diagnóstico clínico.
A agência norte-americana ARPA-H concedeu até US$ 9,9 milhões à FDNA para desenvolver ferramentas de IA voltadas à identificação precoce de condições genéticas raras e ultrarraras. O projeto combinará dados longitudinais, como fotos, vídeos, voz e relatos de pacientes, para apoiar detecção em contextos clínicos e diretamente com o público.
A Veeva anunciou o Falcon Safety, produto de IA agêntica para receber, processar e acompanhar notificações de eventos adversos na indústria biofarmacêutica. A ferramenta deverá funcionar com sistemas compatíveis com o padrão E2B e tem lançamento para primeiros usuários previsto para novembro de 2026.