IA na medicina e novos tratamentos 30/09/2026 Fonte: Mount Sinai
Pesquisa usa dados de pulseiras para prever períodos de inatividade em mulheres com dor pélvica
Pesquisadores do Mount Sinai desenvolveram modelos que usam dados de dispositivos vestíveis para antecipar períodos prolongados de inatividade em mulheres com dor pélvica crônica. O estudo analisou dados de 134 participantes com esses transtornos e ainda não testou se alertas personalizados melhoram sintomas ou qualidade de vida. ([mountsinai.org](https://www.mountsinai.org/about/newsroom/2026/wearable-ai-forecasts-prolonged-sitting-in-women-with-chronic-pelvic-pain))
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NOTA DE AUGUSTO SALOMON
Por que isso importa
Eu acho importante separar a capacidade de prever um comportamento da capacidade de melhorar a saúde de alguém. Antes de recomendar alertas desse tipo a pacientes no Brasil, eu procuraria resultados de estudos clínicos sobre benefício, incômodo das notificações e privacidade dos dados.
DA NOTÍCIA PARA A PRÁTICA
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Em trabalho apresentado no congresso ASTRO, pesquisadores relataram a triagem de 382 pacientes para sete estudos clínicos de radioterapia, com revisão das indicações por uma coordenadora de pesquisa. O processo identificou 72 pacientes considerados elegíveis pelos critérios dos protocolos; ainda não foi demonstrado se a ferramenta aumenta a participação efetiva nos estudos. ([amportal.astro.org](https://amportal.astro.org/sessions/qp-35-22930/clinical-implementation-of-an-ai-assisted-workflow-for-systematic-clinical-trial-eligibility-113036))
A Universidade de Vermont anunciou um contrato de pesquisa de até US$ 38 milhões para desenvolver modelos digitais, apoiados por IA, da resposta de pacientes a doenças críticas. A proposta é simular possíveis intervenções em condições como a sepse, mas a tecnologia ainda precisa ser desenvolvida e validada antes de chegar a ensaios com pacientes. ([globenewswire.com](https://www.globenewswire.com/news-release/2026/09/30/3372290/0/en/your-ai-twin-could-save-your-life-uvm-awarded-up-to-38m-to-build-digital-twins-for-treating-critically-ill-patients.html))
No lançamento do America.gov, a ferramenta de perguntas e respostas baseada em IA deu informações que contrariavam afirmações frequentes de Donald Trump. Pouco depois, passou a recusar algumas das mesmas perguntas, dizendo que não respondia a questões políticas.
Pesquisadores analisaram dados de movimento de 98 prostatectomias assistidas por robô e treinaram um modelo para distinguir níveis de experiência cirúrgica. Algumas medidas também se associaram a resultados clínicos, mas o estudo foi feito em uma plataforma e não prova que usar o sistema melhora cirurgias.